quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

VW Gol AP1.8 Mi: Marcha lenta alterada

DEFEITO: Este Gol 1.8 mi (IAW 1AVB) estava com a marcha lenta oscilando e o indicador de temperatura do motor estava com a marcação alterada. (mais…) 



DEFEITO: Este Gol 1.8 mi (IAW 1AVB) estava com a marcha lenta  oscilando e o indicador de temperatura do motor estava com a marcação alterada.
 CAUSA: Foi iniciado o diagnostico com o uso do rastreador e na verdade não foi preciso mais do que isso, pois logo foi visto que o sensor de temperatura da água estava enviando informações incorretas para a unidade de comando e para o painel.
SOLUÇÃO: Foi substituído o sensor de temperatura da água e o defeito foi solucionado.
Você já teve um defeito como este? Comente no Dicas Mecânicas.

GM Astra 1.8 8V MPFI: Consumo elevado e luz de anomalias acesa

DEFEITO: Este Astra 1.8 com sistema de injeção eletrônica (Motronic 1.5.5) estava com um consumo alto de combustível e  com a luz de injeção acendendo. (mais…) 


DEFEITO: Este Astra 1.8 com sistema de injeção eletrônica (Motronic 1.5.5) estava com um consumo alto de combustível e  com a luz de injeção acendendo.
CAUSA: Iniciamos os testes fazendo o rastreamento com scanner, e foi identificado uma avaria na sonda lambda. Partimos então para as medições especificas no sensor e logo notamos que o mesmo estava enviando um sinal de resposta confuso.
Ao retirarmos a sonda lambda para fazer uma analise visual, tivemos uma enorme dificuldade para desenrosca-lo da descarga. Isto nos causou algumas duvidas sobre o aterramento da sonda lambda que no caso deste motor de 8 válvulas e feito direto no escapamento, ao testarmos a massa com o multímetros vimos que o escapamento assim como o local onde vai encaixada o sensor de oxigênio estavam com uma altíssima resistência, o que prejudica muito o funcionamento da peça.
SOLUÇÃO: Fizemos a limpeza do alojamento da sonda lambda e de todo o sistema de aterramento do motor, dando uma atenção especial para a descarga, após feito isso o funcionamento voltou ao normal.
Este tipo de defeito e super comum em motores que fazem uso de sonda lambda de apenas um fio.

Fiat Uno Economy Flex: Problemas na partida a frio



DEFEITO: Este Fiat Uno Economy Flex, estava com uma dificuldade enorme de pegar pela manha quando o mesmo tinha em seu tanque um porcentagem maior de álcool do que de gasolina, sendo que após o motor funcionar o carro não apresentava mais problemas. (mais…)

CAUSA: De inicio fizemos os testes no sistema elétrico (bateria, alternador, aterramento, motor de arranque e cabos de alimentação) do Fiat Uno e não foi encontrado nenhuma irregularidade. Como o problema só ocorria quando o motor estava frio, ou seja, quando a central de injeção fazia uso do sistema de partida a frio, partimos logo para os testes no conjunto deste sistema. Verificamos o funcionamento de todas as peças relacionadas a partida a frio (bomba do reservatório, válvula, rele e fios) e não encontramos problemas, logo depois acionamos todo o conjunto manualmente  pelo rastreador e todo o sistema funcionou perfeitamente.
Como já havíamos eliminado qualquer possibilidade de problema no conjunto de peças da Partida a frio, iniciamos os testes na unidade de comando que é quem faz o acionamento desta função do motor. Ao fazermos o rastreamento em modo continuo (tela do rastreador em que se tem as leituras do sistema de injeção em tempo real) notamos que a relação ar/combustível estava em 13,6/1, o que seria ótimo para um carro a gasolina, mas como o cliente nos informou que o seu Fiat Uno estava abastecido com álcool, nos levou a acreditar que esta era a raiz do problema.
SOLUÇÃO: Com o uso do Scanner fizemos uma adequação na relação ar/combustível para algo em torno de 9.0/1 que seria o especificado para o álcool. Demos partida e o motor funcionou perfeitamente e foi possível ver o sistema de partida a frio injetando a gasolina que fica no reservatório para que o carro funcionasse.
Para que vocês possam entender melhor esta dica, vou explicar algo sobre a partida a frio:
A central só utiliza este sistema nos carros flex, quando a quantidade de álcool é superior que a de gasolina, porque nestas condições a partida do motor é mais dificil pois o álcool precisa de uma temperatura superior ao da gasolina para que o motor pegue bem, por isso a unidade de comando injeta uma quantidade de gasolina para que o carro pegue sem problemas, porque a gasolina funciona melhor que o álcool a baixas temperaturas. Como a unidade de comando deste Uno Economy havia travado a relação ar/combustível em 13,6/1 a central entendia que havia uma maior parte de gasolina no tanque de combustível, o que dispensaria o uso da partida a frio, mas como o carro estava abastecido com 90% de álcool o mesmo tinha dificuldade de pegar quando estava em baixas temperaturas.
Já ocorreu algum defeito assim com seu carro? Comente no Dicas Mecânicas.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Injeção Eletrônica




A cada 40 mil quilômetros deve-se limpar os bicos da injeção eletrônica porque a sujeira presente no combustível pode entupir o sistema, aumentando o consumo e piorando o desempenho do motor.
Utilize o combustível ideal para o seu carro de acordo com as normas do fabricante. (comum, adtivada ou premium).

Ajuste básico do Gol 1.0 16V

O ajuste básico também conhecido como adaptação do corpo da borboleta, juntamente com o a regulagem do ponto de ignição são procedimentos muito importantes após uma manutenção no sistema de injeção eletrônica, no caso do ajuste básico sempre quando fazemos uma limpeza do tbi, limpamos a memória adaptativa da central ou até mesmo deixamos a bateria desconectada por mais de 2 minutos...
O ajuste básico também conhecido como adaptação do corpo da borboleta, juntamente com o a regulagem do ponto de ignição são procedimentos muito importantes após uma manutenção no sistema de injeção eletrônica, no caso do ajuste básico sempre quando fazemos uma limpeza do tbi, limpamos a memória adaptativa da central ou até mesmo deixamos a bateria desconectada por mais de 2 minutos se faz necessário efetuar o ajuste.
A algum tempo eu escrevi uma dica de um defeito comum no Gol 1.0 16V (IAW 1AVS), e nesta dica a solução era justamente fazer este procedimento, pouco tempo depois recebi um comentário dizendo que mesmo usando as técnicas que foi passado no texto o carro ainda a presentava um comportamento ruim na marcha lenta, resolvi então deixar para vocês uma terceira forma de realizar este ajuste básico.
1. Conferir todo o sistema elétrico do veiculo como, bateria, alternador e alimentação da central;
2. Verificar se não há alguma entrada falsa de ar após a borboleta de aceleração, pois isto anularia suas chances de realizar o procedimento;
3. Funcionar o carro frio sem acelerar, e deixar em marcha lenta até que a ventoinha desarme pela segunda vez;
4. Ligar os faróis altos, ventilador interno, e outros acessórios elétricos que tiver no carro;
5. Pisar no acelerador devagar até o motor atingir uma rotação aproximada de 2500 RPM, e manter neste giro por 30 segundos;
6. Deixar a rotação chegar em marcha lenta e aguardar 1 minuto;
7. Refaça os passos 5 e 6 por no mínimo 10 vezes;
8. Depois de feito isto deixar o motor em regime de marcha lenta por 30 minutos.
Nunca se esqueça que se o carro ficar sem alimentação elétrica você esta sujeito a perder todo o processo, tendo então que realiza tudo novamente.
Apesar de ser muito demorada e até chata de ser realizada esta técnica realmente funciona, eu mesmo já utilizei algumas vezes e sempre deu certo. Se você quiser experimentar esta dica e deixar aqui o seu comentário para discutirmos ficarei agradecido.
Lembre se que a pressa é inimiga da perfeição por isso tenha calma e faça da forma que foi descrito que vai funcionar direitinho.
Abraços

O que é Drive by Wire?

O Drive by Wire, também conhecido como Acelerador Eletrônico, foi projetado inicialmente para ser usado na Formula 1 (que novidade), adotado inicialmente pela McLaren. Este sistema faz uso de um conjunto eletrônico para acelerar o motor eliminado assim o velho e problemático cabo de acelerador. (mais…) 


 O Drive by Wire, também conhecido como Acelerador Eletrônico, foi projetado inicialmente para ser usado na Formula 1 (que novidade), adotado inicialmente pela McLaren. Este sistema faz uso de um conjunto eletrônico para acelerar o motor eliminado assim o velho e problemático cabo de acelerador.

Todo o controle de abertura da borboleta de aceleração é controlada pela Central de injeção eletrônica, fazendo também a estabilização da marcha lenta. Vem acoplado ao pedal do acelerador um Potenciômetro, que envia informações a central quando o pedal é pressionado, a UCE por sua vez colhe este sinal e com dados enviados por outros sensores espalhados pelo motor faz algumas correções e logo após comanda a borboleta para que esta tenha uma abertura exata.
A borboleta é controlada por um motor elétrico que consegue atingir a abertura total da mesma, obtendo assim uma perfeita marcha lenta e uma total aceleração.
As vantagens do acelerador eletrônico para o convencional são enormes:
  • Melhor desempenho;
  • Controle total da aceleração;
  • Ótima resposta do motor;
  • melhor controle da marcha lenta;
  • aceleração suave;
  • melhor retomada;
  • Economia de combustível;
Poderia citar varias outras qualidades, a maior desvantagem sem duvida é o preço da manutenção do sistema que necessita de mão-de-obra qualificada e as peças na sua maioria devem ser substituídas, e estas ainda tem um preço elevado.
O Drive by Wire necessita de uma revisão periódica para que o mesmo seja limpo, pois o acumulo de sujeira e óleo faz com que gere alguns problemas principalmente na marcha lenta.
Sem duvidas que o Drive by Wire veio pra ficar por muito tempo, a qualidade de funcionamento é clara, particularmente sou fã do acelerador eletrônico e se você preza por tranqüilidade na hora de dirigir, também vai gostar.
Abraços…

Sonda lambda: saiba mais

Sonda lambda, sensor lambda e sensor de oxigênio, estes são alguns dos nomes dados a um dos componente mais importantes do seu carro, mas que ainda é um mistério para muitas pessoas (até mesmo mecânicos). Para muitos profissionais do setor de reparação automotiva a sonda lambda é a alma da injeção eletrônica e entender como ela funciona é essencial para um bom diagnostico do motor. (mais…) 


Sonda lambda, sensor lambda e sensor de oxigênio, estes são alguns dos nomes dados a um dos componente mais importantes do seu carro, mas que ainda é um mistério para muitas pessoas (até mesmo mecânicos). Para muitos profissionais do setor de reparação automotiva a sonda lambda  é a alma da injeção eletrônica e entender como ela funciona é essencial para um bom diagnostico do motor.


Finalidade do sensor de oxigênio

Os sensores lambda  tem como função detectar o teor de oxigênio nos gases da descarga em comparação ao oxigênio no ar de amostragem que fica dentro do sensor e informar a central (U.C.E) em forma de sinal elétrico para que a mesma possa fazer os cálculos estequiométricos.

Fator Lambda ( λ )

Para entendermos o funcionamento dos sensores de oxigênio primeiramente temos que conhecer o fator lambda (λ). Neste caso a letra grega lambda (λ) corresponde a razão de equivalência na relação ar-combustível real entre a relação considerada ideal ou estequiométrica para uma mistura.
Lambda (λ)= relação real – ar/combustível       
                         relação ideal – ar/combustível                                                                         
Relação Ar/Combustível ideal
  • Gasolina: 14,7:1 ( 14,7 partes de ar para  01 parte de gasolina)
  • Álcool: 9,0:1 ( 9,0 partes de ar para 01 parte de álcool)
  • Diesel: 15,2:1 ( 15,2 partes de ar para 01 parte de Disel)
Dessa forma podemos concluir que quando uma mistura tem mais ar do que o especificado na tabela acima dizemos que λ >1 ou que a mistura esta Pobre. Já quando a quantidade de ar esta abaixo da especificada dizemos que λ<1 ou que a mistura esta Rica.

Funcionamento do sensor de oxigênio

Os sensores lambda trazem em sua composição um componente muito importante que é: dióxido de zircônio, este material quando atinge uma temperatura superior a 300°C se transforma em um condutor de íons de oxigênio. Com o auxilio deste componente a sonda consegue identificar por meio de uma variação de tensão a quantidade de oxigênio presente nos gases de escape. Esta tensão que pode ser medida em milvolts  varia de 0 a 800mv e é enviada para unidade de comando para que seja feito os cálculos usando como base o fator lambda.
Localização do Sensor Lambda
Por funcionar com perfeição somete acima de 300°C, geralmente este dispositivo é fixado na descarga o mais próximo do motor possível  e obrigatoriamente a sonda e deve receber os gases provenientes de todos os cilindro para que a leitura seja a melhor. A sonda de 4 fios por sua vez pode esta localizada até mesmo próxima do catalizador pois a mesma possui uma resistência de aquecimento para que atinja os 300°c necessários, dispensando assim a necessidade de ficar próximo do motor.
A sonda lambda é sempre a culpada
Muitos mecânicos por falta de experiência acaba fazendo a troca desta peça, por ela na maioria das vezes marcar um código de avarias quando se rastreia um carro. Mas o sensor de oxigênio é mais resistente do que aparenta e a maioria das vezes os códigos marcados para sonda lamba é na verdade decorrente de um outro problema de gerenciamento do motor e que acaba refletindo no funcionamento do sensor, que por precaução e para avisar de possíveis falhas no funcionamento do carro, a unidade marca erro na sonda, fazendo com que alguns mecânicos desavisados façam  a sua troca prematuramente.
As sondas lambda são sem duvida uma das peças mais importantes do seu carro por isso quando for realmente necessário fazer a troca desta peça, de preferencia para peças originais, pois a diferença de qualidade é evidente e o seu carro vai agradecer, eu garanto.